Spotify e YouTube Music: comparações
Ok, enquanto continuo travado nas minhas leituras, e não tenho a intenção também de fazer análise de jogo ou filme, vou falar das minhas experiências com estes dois serviços, ambos nas suas versões para Android e na versão "premium" (ou seja, na versão paga).
Minha relação com estes aplicativos para ouvir música são de amor e ódio. Amor, porque a conveniência do serviço é ótima, bem como a perspectiva de ouvir qualquer coisa (ou quase qualquer coisa) de maneira rápida e sem grandes problemas. Ódio, porque o design deles é uma das coisas mais odiosas que eu já vi - principalmente o Spotify.
Mas você que caiu aqui de paraquedas quer apenas saber: qual o melhor? Pra poupar o seu tempo, já digo de cara: para mim, YouTube Music ganha a disputa. Mas, mesmo assim, continuo ouvindo o Spotify. Por quê? Vou explicar abaixo.
YouTube Music tem uma interface melhor, mas não tem normalizador de áudio
Pois é, aí é uma coisa minha, o Spotify tem uma coisa chamada "normalizador", que deixa todas as músicas num volume igual, independente da mixagem. Para mim, a questão não é tanta o áudio ser igual em todas as músicas (pois não ligo para isso), a questão é que o áudio normalizado obtém um volume que eu considero "perfeito", e eu tenho meio que um "toc" com isso.
O áudio, quando não tem esse normalizador, sempre parece um pouco alto demais ou um pouco baixo demais. Eu não consigo encontrar o meio termo ideal. E no Spotify, este meio termo existe. Por isso, e somente por isso, continuo ouvindo o Spotify. Mas em todos os outros aspectos, o YouTube Music ganha de lavada.
A interface do YouTube Music é imensamente superior. Mais rápida, mais intuitiva, mais bem programada. Spotify é bugado feito o cão, mal feito e feio de um modo geral. Ele é tão mal feito que chega quase ao ponto do inutilizável muitas vezes. O YouTube Music não é grandes coisas, mas é melhor em quase todos os aspectos: os álbuns aparecem com as capas maiores (e não uns quadradinhos pequenos como no Spotify); nos álbuns, há o botão para tocar o álbum todo (e não o horroroso e equivocado botão "tocar aleatório" do Spotify); dentre outros muitos detalhes.
Não é como se o YouTube Music fosse um grande exemplo de design de interface, mas o Spotify é tão ruim, mas tão ruim, que o serviço do YouTube consegue sem grandes esforços ser bastante superior. E vou falar aqui um pouco de todas as falhas deste serviço medonho que é o Spotify.
A quantidade de bugs do Spotify é imensa
Eu poderia perder o dia inteiro aqui falando da lista de bugs, ou de simplesmente coisas equivocadas, que este aplicativo tem. Considero uma vergonha a maior empresa do gênero ser tão ruim ao ponto de quase parecer amadora. Vou tentar apenas mencionar alguns destes problemas.
1. Álbuns deletados.
É isso mesmo. Você faz o download dos álbuns para poder ouvi-los offline. Eles simplesmente somem! Para mim, este foi o maior absurdo. Como que pode um aplicativo deletar algo que já está baixado? Eles deletam absolutamente do nada. Ou seja, a garantia de que você vai poder ouvir um disco, mesmo se baixar, é praticamente zero, pois ele pode sumir de uma hora para a outra.
Tinha feito o download de vários discos de blues e de outros gêneros que tinham me interessado, para ouvir depois com calma, sem ter que me preocupar com a conexão. E eles simplesmente desapareceram. Continuam favoritados na minha lista (quando você põe o coraçãozinho), mas ele não consta mais como baixado.
Pesquisei sobre isso e muita gente tem o mesmo problema. Agora, como você vai nos grandes sites sobre o assunto e ninguém fala isso em nenhum puto review sobre o Spotify? Ou pessoas completamente incompetentes, que nem testaram o negócio, estão fazendo os reviews, ou então é tudo um bando de vendido chapa-branca. Ou, simplesmente, ninguém liga, e a tolerância para as coisas ruins tem estado muito alta. Acho que é um pouco dos três...
Um serviço de streaming que simplesmente deleta aquilo que você baixou é o absurdo dos absurdos. Um software que serve exclusivamente para esta função não consegue sequer desempenhar isso sem problemas. É uma loteria saber se seu disco baixado vai estar lá depois de um tempo. Pode sumir do nada.
Nas pesquisas que vi, parece que isso tem a ver com o cache dos dispositivos Android e blá blá blá. Aí você teria que ver se tem algum aplicativo no seu fone mexendo com o cache, ou sabe-se lá Deus o quê. Com exceção do aplicativo e-título (aquele para ir votar), que eu fui obrigado a baixar, não baixei nenhum novo aplicativo recentemente. Então não dá pra saber o que causou isso.
Como sempre, a empresa lava as mãos, culpa Deus e o mundo, o seu fone, o cache, e tudo o que não tem a ver com ela. O suporte é formado por aspones, que não sabem nada de nada e estão lá só para dar respostas padrão. Ou seja, é conviver com isso ou mudar de serviço. Horrível! Medíocre, para dizer o mínimo.
Nos tempos do bom e velho Napster, você baixava os arquivos mp3 e eles ficavam bonitinhos no seu dispositivo, não tinha nenhuma chance de eles sumirem, e você ficava feliz para sempre. Em nenhum pesadelo ou coisa do tipo, havia a chance remota daquilo que você baixou, sair dali. Então o Spotify é, na verdade, um retorno para a idade da pedra, em termos de audição de música.
Até mesmo antigamente você podia baixar a capinha (os arquivos já costumam vir com eles), configurar o seu player (o velho e bom Winamp), enfim, era tudo muito mais fácil, simples e bonito. Agora é a interface horrorosa do Spotify, que fica deletando suas músicas. Um retrocesso sem proporções.
2. Spotify não sabe se você está online ou offline.
Toda hora o Spotify acha que você está offline, mesmo você estando conectado à rede wifi o tempo todo. Fica piscando a mensagem na parte debaixo que "você está offline" e ele não consegue buscar as músicas ou achar coisa alguma. Ou seja, o negócio realmente é muito mal programado.
Fora que é lento para diabo. Você entra durante o dia e ele te dá boa noite. Não consegue ver o horário durante muitos segundos, até lentamente ele atualizar e mudar a página inicial dele. Aliás, essa página inicial é horrorosa. Dá destaque a meia dúzia de podcasts que eu ouvi uma vez na vida, sendo que eu nunca mais os ouvi. Eu raramente uso para ouvir podcasts, mas ele sempre me bota lá. Enfim, muito ruim.
3. É tudo feio e muito lento.
Eu não sei quem diabos achou que seria bacana uma interface toda preta, sem qualquer tipo de distinção ou pistas visuais das coisas, tudo misturado num fundo igualmente preto. Mas ok, até que é tolerável, antes isso fosse apenas o problema.
O problema mesmo é que é tudo muito lento. Pode parecer frescura reclamar disso, mas são pequenas lentidões que vão se somando e tornando o serviço desagradável de usar. Não é uma navegação fluida. Tudo demora uns dez segundos para carregar, um pouco mais ou um pouco menos. Às vezes, nem carrega, porque ele acha que você está offline. Enfim, o negócio tem a celeridade de uma charrete do século retrasado e é bugadaço em todos os sentidos.
As músicas não tem nenhum número dizendo qual a ordem no álbum. Aí já é meio que frescura, mas faz parte do pacote "feiura" e "porca usabilidade" do aplicativo. Um álbum não parece um álbum, parece uma sequência de músicas. Ele tem um botão de random do tamanho de um heliporto, com certeza uns 90% das pessoas clicam nele por puro instinto. Isso desrespeita a ordem do álbum e como o artista pensou a ordem das músicas.
As capas dos discos são do tamanho de um thumbnail. Pequenas, e não tem nenhuma forma de as ampliar. Não há informações sobre as músicas, não tem outras capinhas (tudo bem que nenhum serviço acho que tem, mas seria bacana), os anos dos discos estão errados muitas vezes. Alguns exemplos: Walter Franco, disco "Revolver", clássico do rock alternativo brasileiro setentista. Ano de lançamento: 1975. Porém, para o Spotify, este é um disco de 1993. Ou seja... se você é um pesquisador sobre o assunto, esquece, não vai ter nenhuma ideia pelo Spotify.
Outro exemplo: disco Flaming Pie, do Paul McCartney. Disco clássico do artista, logo após a perda da esposa e relembrando os bons tempos dos Beatles, na onda dos documentários Anthology, da década de 90. Ou seja, está inserido na história do artista e nos anos 90. Mas, para o Spotify, é um disco lançado agora, em 2020! Tudo porque ele usa o ano de uma remasterização recente e não o ano de lançamento. Quem visita a página do artista, não consegue ter ideia da sequência deste disco em meio aos demais trabalhos dele.
Ou seja, o Spotify é um péssimo serviço para organizar e disponibilizar as músicas que toca. Sendo que, no caso, esta é a única função dele. Seria como ter um carro e ele não andar... bom, pelo menos ele toca as músicas (com sorte), então nem tudo está perdido. Mas aí é o mínimo do mínimo do mínimo, imagina nem isso ele fazer.
4. A navegação do Spotify é tudo, menos intuitiva.
Navegar pelo Spotify é um verdadeiro parto. Vou dar um exemplo: ando ouvindo praticamente sem parar o novo álbum do AC/DC, o "Power Up". Eu gostaria de poder configurar o aplicativo para isso ficar em destaque, para eu sempre acessar de maneira simples e imediata este disco. Como se fosse uma prateleira virtual, em que eu ponho o álbum lá.
Nada disso é possível no aplicativo. Ele faz o que ele quer, como quer, de maneira confusa, sem que eu tenha qualquer controle sobre isso. Eu não consigo sequer clicar em "AC/DC" e ter uma seleção dos meus álbuns preferidos, ou álbuns baixados. Na verdade, para eu achar o próprio artista, já é algo muito complicado. Não existe um jeito fácil e simples de isso ser feito.
Com sorte, um disco que você sempre ouve fica nos álbuns recentes, marcados logo no início. Mas se você ouviu outros discos depois, esquece. Você vai ter que ir em "Biblioteca" e achar na unha o disco de novo. Não há como organizar essa biblioteca em pastas, nem nada disso. No máximo você consegue aplicar alguns filtros, o que somente muda a ordem deles, mas essa ordem nunca pode ser personalizada.
Gostaria de poder colocar os meus discos favoritos em setores, em pastas configuradas para isso. O aplicativo não me permite, ele só lista tudo, e quase sempre é preciso rolar por muitos resultados, até achar visualmente o que você quer. Ou então digitar na caixa de busca, o que é pouco prático e lento.
Pode parecer frescura, mas se você gosta de pesquisar muitas músicas e quer organizar aquilo que ouve, o aplicativo simplesmente não permite que isso seja feito. E é mais frustrante ainda, porque não é algo complicado de se fazer, em qualquer computador normal você consegue organizar o conteúdo em pastas normalmente, e separar tudo como você quiser. Nestes aplicativos, eles não permitem uma organização personalizada.
A confusão continua quando ele separa "artistas" e "álbuns". Se eu quero acessar os álbuns dos, digamos, Beatles, eu vou ou na aba dos artistas (e clico em Beatles) ou em álbuns e acho os álbuns. O problema é que eu sigo artistas não apenas para ver os álbuns, mas para conhecer futuros trabalhos. Então fica lá um monte de artista que não necessariamente eu favoritei álbuns, junto com outros favoritados. Isso dificulta a busca. Se eu vou em "álbuns", está tudo bagunçado e misturado, também dificultando a busca.
Por que diabos não me permitem que eu personalize a coisa toda? Eu vou lá, faço a pasta dos Beatles, coloco o que eu quero, fim. Acabou, eu só vou nas pastas e pronto. Por que uma coisa trivial dessas não é feita? Para eu acessar um simples álbum ou discografia selecionada, tenho que improvisar e navegar de uma maneira muito pouco intuitiva e bastante confusa.
Outro jeito é ir na página dos próprios artistas. É o melhor caminho, mas é também lento e confuso. Preciso ir em "discografia" em algum local (geralmente bem embaixo), e os álbuns são todos uma zona só, misturam álbuns da discografia regular, com coletâneas, remasterizações, e outros trabalhos sem importância. Não teria nenhum problema com isso, se eu pudesse personalizar tudo. Mas eu não posso, pois o aplicativo não permite. Então eu tenho que ir lá achar o Abbey Road, disco de 1969 dos Beatles, em meio a Abbey Road remasterizado, Abbey Road da puta que pariu, Beatles live at Piracicaba Fest 1948 (por exemplo), claro que tô ironizando aqui, mas deu pra entender a ideia.
Ou seja, trata-se de um aplicativo e uma empresa que maltratam o próprio conteúdo que ela gerencia, não há uma curadoria para as bandas mais elementares, eles literalmente jogam tudo lá de qualquer jeito e você que se vire. Seria o equivalente virtual a uma lojinha de discos usados de quinta categoria, que joga os discos tudo num bacião e você fica lá catando tudo naquela bagunça.
Há ainda outros bugs e problemas, mas acho que já me alonguei bastante nessa parte. Mas acredite, ainda tem outras coisas piores ou muito ruins, dá pra ficar até o próximo ano falando disso. É um programa muito, muito ruim.
O chapa-branquismo dos sites que analisam softwares
Eu acho que o Google ou os demais sites de busca, ou então os próprios sites que analisam aplicativos, fazem algum tipo de censura em relação a esse tipo de opinião. Porque em nenhum site que analisam os softwares, eu vi alguma análise digna levantando os problemas de uso. Quase sempre é só babação de ovo, analisando os aplicativos com grandes louros, com as reclamações quase sempre restritas a fóruns específicos, jogados lá embaixo nos sites de busca.
Trata-se de aplicativos que tem na mão praticamente todo o acervo de música que a humanidade produziu nas últimas décadas. E, em muitos casos, é o único meio de ouvir, visto que a compra de discos tem ficado dificultada ou mesmo impossível. Como que pode, então, ninguém criticar as falhas deste serviço? Só posso atribuir isso a chapa-branquismo, a falta de senso crítico, ou simplesmente sites sem qualquer credibilidade, feitos apenas para elogiar e fazer vista grossa para as coisas.
E por que o YouTube Music é melhor?
Ele não tem grandes méritos em si, mas muitas das grandes falhas do Spotify são resolvidas aqui. A interface é imensamente superior. Tudo é muito mais claro e mais intuitivo de se usar. Ainda as opções de personalização são poucas ou não existentes, mas o que tem aqui costuma ser muito melhor que no Spotify.
Acessar uma música e ver conteúdo relacionado a ela é muito mais simples e fácil. Há um botão específico para isso, logo na frente da música. No Spotify, eu teria que clicar numa pequena opção "rádio da música" (que não é bem claro o que isso significa), para aí eu cair numa playlist de músicas relacionadas. Mas eu não consigo ver antes o que é relacionado, para eu pesquisar. No YouTube Music, isso já é possível, e é muito mais fácil de se fazer.
No Spotify, achar álbuns que me interessam também é outro parto. Ou você fica a mercê daquilo que, sabe-se lá por quais critérios, eles colocam na sua página inicial (e que é uma grande loteria), ou então você vai nos seus álbuns salvos e rola lá embaixo (bem embaixo mesmo), e lá vai aparecer uma lista de álbuns que podem ser relevantes. Por que isso? Não faz sentido, e se você salva muitos álbuns, toda hora tem que ficar rolando muito tempo, para achar mais álbuns que o interessem.
O básico desses serviços é recomendar novos álbuns, através dos famosos algoritmos, que se gabam justamente de fazer isso. O algoritmo é, na verdade, uma grande loteria, e no Spotify ele é bem confuso e não consegue entender muito bem o que você quer. Eu toda hora estava buscando ritmos novos, e em vez de ele entender o óbvio (que eu busco ritmos novos), ele só me recomendava álbum de heavy metal. Enfim...
O YouTube Music é mais bem resolvido neste aspecto. As recomendações são mais claras, mais evidentes e mais intuitivas. Não tem aquele "esoterismo" do Spotify, que não deixa bem claro como e por que está recomendando aquilo. Não chega a ser ruim, mas o YouTube Music ganha aqui.
A qualidade das músicas: ambos os serviços são ok
Ouvi dizer que o Deezer, que é outro serviço que eu não tenho, ofereceria músicas em qualidade altíssima, com alta fidelidade, mas como eu não tenho um grande fone de ouvido ou aparelho de som, acho que não iria adiantar de nada. Dizem também que o Spotify (na opção "altíssima") tem uma qualidade superior ao YouTube Music. Eu testei várias músicas nos dois serviços e a diferença, se existe, é mínima, e duvido que alguém vá notar.
Então, em teoria, o Spotify teria uma qualidade superior, mas na prática ambos os serviços possuem uma qualidade de áudio ok. Agora, considerando que a interface do YouTube Music é muito mais simples e intuitiva, e que ele NÃO DELETA OS MEUS ÁLBUNS (desculpem o caps, mas é preciso enfatizar bem isso), eu mudaria para o YouTube Music pra ontem, sem qualquer problema.
Agora, o que mata o jogo, pra mim, é a normalização do áudio do Spotify. Como já tinha dito acima, ele consegue encontrar um nível perfeito de volume, que se mantém para todas as músicas, e eu acostumei a ouvir nesse nível. No YouTube Music, eu não consigo atingir este volume ideal, ficando ou mais alto do que quero, ou mais baixo, sem um nível intermédiário. Frescura, eu sei, mas isso me leva ainda a tolerar o Spotify.
YouTube Music tem o pior nome para um serviço de streaming
Além do YouTube Music não ter o serviço de normalização de áudio, que para mim se tornou importante ao deixar tudo no nível de volume que eu gosto (e que me faz não migrar para ele), ele deve afastar muita gente por causa do nome equivocadíssimo, que dá a impressão de ser uma gambiarra no site de vídeos YouTube.
A impressão que dá é que o áudio seria o áudio dos vídeos do YouTube, e não áudios de música propriamente. Isso passa uma impressão de péssima qualidade. O YouTube acho que não entendeu isso. Tinha que ter inventado um nome próprio para ele, um nome curto e simples para o serviço. Do jeito que está, parece que é alguma coisa improvisada e ruim, secundária ao serviço de vídeos deles.
Tenho certeza que muita gente não se atentou a isso, então não passou a usar o serviço, ou não se interessou. Então o serviço não cresce, continuando assim o predomínio do Spotify, que é basicamente um lixo e precisaria ser substituído.
Tem coisa que eu achei no YouTube Music e não achei no Spotify
Pois é, e ainda tem essa também. Tem coisa que tem naquele serviço e não neste último. Por exemplo, alguns dos discos mais recentes da banda Genesis (uma das mais importantes bandas de rock aí das últimas décadas) estão ausentes do Spotify. Já no YouTube Music, eu consegui encontrar os álbuns.
Parece que algo parecido acontece com outras bandas também, pelo que eu andei pesquisando. Tem álbuns da banda Judas Priest que também não estão no serviço. Ou seja, ainda que o catálogo seja imenso (quanto a isso, até que beleza), muita coisa importante não tem, então esqueça a ilusão de que você vai ter acesso a tudo e qualquer coisa. Fora outras coisas aí mais raras (mas importantes para a história da música), isso aí esquece, você não vai achar mesmo.
Pode não parecer grande coisa, mas considerando que o streaming está se consolidando como a única maneira de ouvir música, seria essencial ter tudo para fácil acesso, pois se algo mais raro ou mesmo comum não é encontrado lá, praticamente não se encontra em lugar algum, tendo que ter a sorte de encontrar o álbum físico (o que é muito complicado, pois não há quase mais lojas do gênero) ou então torcer para que alguém tenha disponibilizado um torrent. O que nem sempre acontece.
Considerações finais e demais colocações
Então é isso, desculpem se eu reclamei demais, um dos meus poucos prazeres é ouvir música, e adoro pesquisar coisas novas, no que o streaming é realmente uma mão na roda. Se eu fosse ter que pagar por cada álbum que eu ouço, hoje eu estaria quebrado, então o streaming em si não é um grande problema.
Agora, os aplicativos que "envelopam" isso tudo, vamos dizer assim, são muito, muito aquém do que seria aceitável. Em alguns casos, são um retrocesso em relação há dez ou quinze anos atrás, quando nós mesmos organizávamos nossos mp3 em arquivos num computador ou num pendrive. Ou então mesmo se compararmos a discos e CDs comuns, pois eles não tem o risco de serem deletados, não é mesmo? (Só se alguém invadir sua casa e roubar, por exemplo).
Os aplicativos são programados de uma maneira amadora, confusa, com bugs importantes como deletar álbuns offline, principalmente o Spotify neste último. Usar este aplicativo fornece uma ansiedade desnecessária, uma navegação confusa que não precisaria ser assim, poderia tudo ser mais agradável e intuitivo. Sou totalmente a favor dos algoritmos, que muitas vezes, de maneira poderosa, conseguem encontrar para a gente conteúdo novo. Mas eles estão imersos num sistema confuso e com uma interface desnecessariamente difícil de se usar.
As pessoas, hoje, estão tolerantes com o que é ruim, por simplesmente não terem uma perspectiva do que é bom. Como estas empresas são verdadeiros monopólios, não há outra opção, então todos acabam usando o Spotify mesmo. Sem parâmetro de comparação, acabam achando bom aquilo tudo. Mas, na verdade, são sistemas muito mal feitos, dentro do potencial que eles tem.
O YouTube Music, para mim, se mostrou uma interessante opção, mas por conta das minhas frescuras em relação ao nível de volume das músicas, continuo insistindo com o Spotify, apesar de todos os seus problemas. Esta foi, então, uma tentativa breve (e algo rabugenta) de comparação entre os dois serviços, ainda espero por um serviço realmente digno que trate com respeito todo este universo da música, enquanto isso vamos acompanhando.
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