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Rambo: Last Blood (crítica)

Ressuscitando pela décima nona vez este blog, estou praticamente escrevendo duas vezes por ano nele, mas tudo bem. Vou tentar ser bem direto sobre este filme, o qual eu achei uma das piores coisas que eu assisti recentemente. Rambo, o ícone dos anos 80 Sou um admirador do personagem Rambo e de todos os personagens de Sylvester Stallone, o cara é um símbolo de uma era perdida e um cara que esbanja carisma. O velho Sly aparece na tela, a tela se enche com sua presença. Isso aí até ok, e tudo isso me fez suportar os medianos filmes da série Rambo, uma série exagerada em que o personagem principal mata todo mundo num verdadeiro "exército de um homem só". O pano de fundo crítico da série sempre foi a questão do veterano que retorna pra casa e, cheio de traumas da guerra, não consegue se desvencilhar e vive uma vida na marginalidade. A série, então, apesar de todo o exagero que chega a ser cômico, sempre teve um tom crítico à guerra. Só que apesar do ótimo primeiro filme (First Blo...

Impressões "semi-iniciais" de Stellaris (jogo de estratégia)

Quero fazer um post bem rápido, só pra tirar a poeira deste blog, a minha ausência tem revoltado os seus milhares de leitores, então só fazer um esquema rapidão só pra tirar a coisa do limbo. Digo impressões "semi-iniciais", porque já acumulo umas boas horas de jogo (acredito que umas 30 horas já).  O que é Stellaris? É um jogo de estratégia espacial, e ao mesmo tempo de construção, ou seja, tem um componente meio "Sim City" nele (só que no espaço) e uma pegada de estratégia. O mais "gamers" diriam que é um jogo 4X, ou Grande Estratégia, ou sei lá que porra, mas como eu não entendo nada desses termos, vou explicar do meu jeito mesmo.  Do que eu gostei nele? Bom, o jogo eu achei bom, e ele provavelmente tem uma das trilhas sonoras mais brilhantes dos videogames dos últimos tempos. Uma coisa orquestral, sinfônica, bem épica, é uma trilha sonora ótima mesmo. Eu arriscaria dizer que vale jogar só pela trilha sonora. Gostei também do aspecto imaginativo (o que ...

Gosto do intangível na música (e nas artes no geral)

É muito provável que eu devesse fazer uma pesquisa um pouco mais aprofundada sobre o que eu quero falar abaixo, pois envolve questões sobre Estética (sobre arte, vai...) e, talvez, fosse interessante cruzar com o que já foi dito sobre o assunto. Porém isso envolveria um trabalho colossal (todo trabalho é colossal com este calor que está fazendo), e ficaria um texto longo, pedante e inútil, então só vou tentar expressar as coisas que eu penso e tenho pensado sobre música. Não só sobre música, mas sobre artes no geral. Isso inclui cinema, literatura e, bem, qualquer coisa. Me chame de autista, de introspectivo, mas eu gosto daquela sensação única, própria, de olhar para um canto e notar só uma coisa, uma coisa pequena, inútil, só minha, e que me dá uma sensação que dificilmente possa ser posta em palavras. Para mim, este é o valor mais precioso das artes, e me chama a atenção especificamente na música. Eu quero ter o direito de achar o que eu quiser Acompanho o Metallica desde os idos lá...

O dia em que o Iron Maiden plagiou a Vovó Mafalda

É isso aí, meus amigos, vamos falar sobre o novo disco do Maiden, o "Senjutsu", que vem aí abalando corações e dividindo as críticas. E também, é claro, vamos falar das estranhas semelhanças da Donzela com a primeira crossdresser da tevê brasileira, a nossa gloriosa Vovó Mafalda. Vamos lá. Tumbalacatumba tumbatá Se você for um infante, que por acaso deu o azar de estar me lendo, provavelmente vai associar a música acima com a Galinha Pintadinha, que fez uma versão recente e irritante do clássico. Mas eu, que já acumulo mais anos de vida, associo com a Vovó Mafalda, estrela da televisão brasileira infantil nos anos 80 e 90. Neste momento, digito no Spotify o nome dela, para ver se existe a página do artista na plataforma. (Espera enquanto eu digito... sim, tem a página dela, com cerca de 170 ouvintes mensais). Bom, mas enfim, não é sobre ela que estamos aqui para falar, mas sobre o novo (e ótimo) disco do Maiden, o "Senjutsu". A melhor música do álbum, que na minha h...

Elize Matsunaga: era uma vez um crime (série documental da Netflix)

Ok, só gostaria de, muito rapidamente, compartilhar algumas impressões sobre esta série. Ela se trata basicamente de entrevistas com a própria Elize (que vem a ser a assassina do marido e que o esquartejou), com promotores, advogados e jornalistas, sobre este caso. Assassinato ocorrido em 2012, o cara (Marcos Matsunaga) era herdeiro da Yoki e estava a ponto de ser bilionário após negociações. À série então. A mais normal parece ser a própria Elize Com isso, é claro que não estou querendo diminuir os fatos graves que ela cometeu, mas o que me chama a atenção é a postura de todos os envolvidos. Advogados, jornalistas e demais personagens, parecem quase infantis quando se referem ao caso. O advogado de defesa, por exemplo, parece um adolescente falando e fala do caso como o seu brinquedinho, como se fosse um jogo. Risadas, palavras inadequadas, observações inconvenientes, tudo isso passa uma impressão muito ruim sobre todos (não só esse advogado, mas as demais pessoas também). A Elize, se...

Disco "Mais Feliz", de Zeca Pagodinho

Estava eu aqui fazendo minhas tarefas de um domingão ingrato, e eis que enjoei de ouvir hard rock e rock progressivo. Bem, "enjoei" não é bem a palavra, mas sei lá, pensava nessa coisa dos algoritmos e da zona de conforto. Se eu for seguir os algoritmos, vou ouvir bandas de rock dos anos 70 até o fim da eternidade. Pensei então, que bacana seria se houvesse um algoritmo que invertesse tudo, ou seja, que recomenda algo que esteja fora da bolha. Algo realmente inédito. Isso não existe (até onde eu sei), mas eu posso só pesquisar lá algo aleatório e colocar pra rodar. Foi o que eu fiz. Então pode-se dizer que essa foi uma aventura do seu rockeirinho comum pelo mundo do pagode. Ou, melhor dizendo, pagodinho. Disco acima da média e gostoso de ouvir Pois é, não sou o melhor avaliador de sambas do mundo, não é que eu odeie o ritmo (pelo contrário), mas não é muito minha praia. O fato de eu ter sido traumatizado há uns anos atrás com as rádios infestando os nossos ouvidos de pagode d...

Primeiras impressões do primeiro episódio de "La Casa de Papel" (série da Netflix)

Bom, este blog tem estado largado já há alguns meses, e sinceramente falando, acho que me esgotei. Não é estafa mental nem nada, só achei que não tinha mais nada a contribuir e que as minhas impressões sobre coisas lidas (e ouvidas, e assistidas, e seja lá o que for) já estavam ficando repetitivas ou apenas forçadas. Bem, trocando em miúdos, não estava mais à vontade com o blog. Depois deste choro inicial (para o qual ninguém se importa), vou falar algumas breves palavras sobre esta série aí que está no título: o "La Casa de Papel", série espanhola que faz muito sucesso na Netflix (e que sempre nos thumbs mostram uns caras mascarados e tal). Vamos nessa. (Se você veio parar aqui pelo Google, talvez dizer "La Casa de Papel S01E01" ajude, então tá aí). Série bem carregada nos clichês Gostosinha descoladinha de cabelo curto, estilo "geek". O sotaque espanhol dela é delicioso, no entanto. Cara que é inteligente (a "mente brilhante" por trás de tudo),...