Primeiras impressões do primeiro episódio de "La Casa de Papel" (série da Netflix)

Bom, este blog tem estado largado já há alguns meses, e sinceramente falando, acho que me esgotei. Não é estafa mental nem nada, só achei que não tinha mais nada a contribuir e que as minhas impressões sobre coisas lidas (e ouvidas, e assistidas, e seja lá o que for) já estavam ficando repetitivas ou apenas forçadas. Bem, trocando em miúdos, não estava mais à vontade com o blog.

Depois deste choro inicial (para o qual ninguém se importa), vou falar algumas breves palavras sobre esta série aí que está no título: o "La Casa de Papel", série espanhola que faz muito sucesso na Netflix (e que sempre nos thumbs mostram uns caras mascarados e tal). Vamos nessa.

(Se você veio parar aqui pelo Google, talvez dizer "La Casa de Papel S01E01" ajude, então tá aí).

Série bem carregada nos clichês

Gostosinha descoladinha de cabelo curto, estilo "geek". O sotaque espanhol dela é delicioso, no entanto. Cara que é inteligente (a "mente brilhante" por trás de tudo), mas que só é inteligente porque contaram pra gente (e porque ele tem "oclinhos", coisa e tal). A gente acredita que ele é inteligente, no entanto. Outros personagens que parecem saídos de uma série infantil (ou infanto-juvenil, pelo menos).

Com isso, não quero dizer que não foi um bom primeiro episódio. Mas puta que pariu, vai ter que clichês assim lá na pqp. O tom da narração, as máscaras malvadas de assaltantes (acho que essa moda começou com aquele filme "Pânico", mas não tenho certeza; só sei que faz tempo), o tom sombrio, etc etc. Mas dizem que o mundo funciona na base dos clichês, então tá valendo.

Um clichê que me chamou a atenção é o do "espanhol taradão", que é protagonizado lá por um dos chefes da gangue. Ele chega perto das vítimas, fala em tom manso, quase sexy, e todo mundo fica aterrorizado (e talvez com tesão). Não é a minha praia, mas o sotaque espanhol ajuda.

A série é visualmente interessante, apesar de toda a pegada clichezística. Achei que valeu a pena, foi divertido e dá vontade de ver o resto.

O seriado prova que dá pra ser clichê e ser bom

É isso aí. Então não achei que foi ruim, na verdade achei que foi muito até bom. O estilo narrativo é bem ágil, é tudo pá-pum, em dez minutos ele já desenrolou todos os personagens. Sem frescuras, de maneira bem objetiva e na cara. Isso eu achei muito bom.

Os clichês ficam meio que diluídos no valor de produção, que é alto, então você meio que não nota isso (ou melhor, você até nota, mas não liga). O primeiro episódio foi bem fluido e colocou alguns pontos de interrogação aí pra gente continuar querendo assistir. Quem é a menina que eles chamam de cordeirinha? E por que ela é importante? E que plano seria esse? Confira nos próximos episódios, não é mesmo.

E que dia para a garota cordeirinha, vira refém de um assalto e ao mesmo tempo é magoada lá pelo carinha escroto. Pois é. Então a gente fica com dó dela.

É um pouco cedo pra dizer, no entanto. Eu achei que o primeiro episódio começou bem, a mistura de gêneros cansou um pouco (é aventura, é comédia, é crime, é romance, é muita coisa), mas ficou até que equilibrado. É uma espécie de "Ocean's Eleven" espanhol, uma premissa interessante.

Estou curioso para ver o restante da série, mas não muito. Acabei de terminar o Narcos México e achei o negócio uma pancada, então achei isso daqui até que levinho. Vamos ver como a coisa vai se desenvolver nos próximos episódios.

Impressões iniciais merecem um 8/10

Estava pensando em abolir as notas aqui neste site, mas sei lá, é bom dar nota. É, no mínimo, divertido. Não diz nada com nada, é só um número aleatório, então tá aí. Achei que foi bom, muito bom até. Mas não foi excelente (pelo menos pra mim). É um primeiro episódio bom, e a série parece boa, gostei principalmente da objetividade e da agilidade dela. O visual e as atuações também agradam.

E é isso, só retirando este blog das catacumbas do esquecimento, e vamos que vamos. Vou tentar atualizar isso com mais frequência. Até.


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